Notícias
Pesquisa da UFDPar conquista duas premiações no 64º Congresso Brasileiro de Educação Médica
A Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) alcançou importante reconhecimento científico no 64º Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), realizado entre os dias 17 e 20 de setembro de 2026, em Porto Alegre (RS). Dois trabalhos desenvolvidos por pesquisadores da Universidade foram premiados entre os cinco melhores do Eixo 3 – “Avaliação do estudante e das escolas médicas”, na modalidade pôster simples.
Os trabalhos premiados foram “Metodologias ativas e avaliações: análise qualitativa sob a ótica de discentes com dificuldades específicas de aprendizagem”, de autoria de Ana Carolina Azevedo dos Santos, Diógenes Olimpio Neto, Lucas Gabriel Teixeira Gouveia, Antônio Sávio de Almeida Carvalho e Leonam Costa Oliveira, e “Compreensões de alunos de Medicina sem dificuldades específicas de aprendizagem sobre acadêmicos com essas dificuldades”, desenvolvido por Diógenes Olimpio Neto, Antônio Sávio de Almeida Carvalho, Ana Carolina Azevedo dos Santos, Lucas Gabriel Teixeira Gouveia e Leonam Costa Oliveira.

A conquista ganha destaque pela representatividade alcançada no congresso: dos cinco trabalhos reconhecidos como melhores no Eixo 3, dois são produtos da mesma linha de investigação desenvolvida pela equipe, evidenciando a relevância científica dos estudos conduzidos na UFDPar sobre inclusão e diversidade de aprendizagem na formação médica.
Os estudos são produtos do projeto “Graduandos em Medicina com Dificuldades Específicas de Aprendizagem: um olhar 360º para os atores envolvidos no seu processo de ensino-aprendizagem”, coordenado pelo professor Leonam Costa Oliveira, doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (USP), e desenvolvido com a participação dos estudantes de Medicina Diógenes Olimpio Neto, Antônio Sávio de Almeida Carvalho, Ana Carolina Azevedo dos Santos e Lucas Gabriel Teixeira Gouveia.
A pesquisa conta com financiamento nacional da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), por meio do Edital nº 003/2025 – Auxílio à Pesquisa em Educação Médica. O próprio trabalho apresentado no COBEM registra o financiamento da ABEM, além da aprovação ética da investigação.
O primeiro estudo premiado investigou como estudantes de Medicina com e sem dificuldades específicas de aprendizagem percebem as metodologias ativas e os processos avaliativos. Os resultados identificaram diferenças importantes entre as experiências dos estudantes e apontaram barreiras pedagógicas e atitudinais que podem afetar a inclusão de alunos neurodivergentes na formação médica.
Já o segundo trabalho buscou compreender como estudantes de Medicina sem dificuldades específicas de aprendizagem percebem seus colegas neurodivergentes, investigando conhecimentos, atitudes e desafios relacionados à inclusão no ensino superior. Os resultados evidenciaram aspectos positivos de convivência e apoio, mas também a permanência de barreiras pedagógicas e manifestações de capacitismo no ambiente de formação médica.
Para o professor Leonam Costa Oliveira, coordenador da pesquisa, a premiação reforça a importância de investigar a inclusão a partir das experiências concretas dos estudantes e dos diferentes atores envolvidos na formação médica.
“Ter dois trabalhos entre os cinco premiados no mesmo eixo do COBEM é um reconhecimento muito significativo para nossa equipe e para a UFDPar. Mais do que a premiação, esse resultado mostra a relevância de produzir conhecimento sobre as experiências dos estudantes com dificuldades específicas de aprendizagem e sobre as barreiras que ainda precisam ser enfrentadas para construirmos uma educação médica efetivamente inclusiva. Também é motivo de satisfação perceber os nossos estudantes envolvidos em todas as etapas da pesquisa e levando a produção científica da UFDPar para um dos principais espaços nacionais de discussão da educação médica.”
A premiação no 64º COBEM consolida uma trajetória que reúne iniciação científica, formação de estudantes, pesquisa institucional e financiamento externo nacional, além de ampliar a inserção da UFDPar nas discussões contemporâneas sobre inclusão, acessibilidade e equidade na educação médica.