Notícias

PRAE realiza encontro com os discentes indígenas e quilombolas para discutir demandas acadêmicas e de assistência estudantil para o semestre letivo 2026.2

publicado: 01/09/2026 11h05, última modificação: 01/09/2026 11h05

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), por meio da Coordenadoria de Assistência Estudantil (CAE), realizou na última sexta-feira, 28 de agosto, uma roda de conversa com os estudantes Indígenas e Quilombolas da Universidade Federal do Delta do Parnaíba  (UFDPar). O encontro tratou da permanência estudantil, do acolhimento institucional e das ações afirmativas voltadas especialmente a estudantes indígenas e quilombolas. Também foram discutidas ações da assistência estudantil, identificação e acompanhamento dos estudantes, além de questões como racismo, sensibilização docente no contexto acadêmico relativa as especificidades dos discentes, articulação com instâncias da universidade para encaminhar demandas estudantis. Bem como, preocupação quanto a inserção e participação dos discentes indígenas e quilombolas em grupos de pesquisa e extensão na universidade.

Na ocasião, estiveram presentes discentes indígenas e quilombolas que são acompanhados pela PRAE, a Pró-reitora de Assuntos Estudantis, Profª. Gilvana Pessoa de Oliveira, Prof. Maxim Paolo Repetto Carreno (curso de Turismo e membro da Comissão de Heteroidentificação da UFDPar), Prof. Helder Ferreira de Sousa (curso de Turismo e membro da Comissão Interdisciplinar de acompanhamento do Programa Bolsa Permanência indígenas e quilombolas), Prof. Emanuel Lindemberg Silva Albuquerque (curso de Medicina), além dos servidores técnico-administrativos da PRAE: Alexsandro Souza dos Santos (Coordenador de Assistência Estudantil), Valéria de Sousa Brito (Chefe da Divisão de Apoio e Permanência), Josias de Souza Santos (Chefe do Serviço Pedagógico), Thanandra Costa Maranhão (Chefe do Serviço Social) e Maria dos Remédios da Conceição Ferreira (Serviço de Psicologia).

Na roda de conversa, foi destacado que o estudante deve ser compreendido de forma integrada, em diálogo com equipe, serviços de saúde e universidade, em vez de ser tratado como alguém isolado, além disso se enfatizou a importância de acolhimento, escuta e acompanhamento contínuo, sobretudo para estudantes indígenas e quilombolas que enfrentam dificuldades sociais, acadêmicas e pessoais.

O coordenador de Assistência Estudantil apresentou a estrutura dos serviços disponíveis na PRAE, incluindo Psicologia, Serviço social, Pedagógico, Social e os Serviços de Saúde. Também foram abordados questões de permanência estudantil como o Programa Bolsa Permanência para estudantes indígenas e quilombolas, o cadastro universitário da UFDPar (CADUNI) e os auxílios estudantis que a PRAE oferece aos discentes.

    

Bolsa Permanência Estudantil – BP Indígenas e Quilombolas

A Pró-reitora de Assuntos Estudantis, Profa. Gilvana Pessoa de Oliveira, esclareceu os fluxos de autorização das bolsas do Programa Bolsa Permanência para discentes indígenas e quilombolas. Explicou que a bolsa depende de gestão externa ao campus, pois a liberação de vagas é de competência do Ministério da Educação, que oferta no Sistema SISBP, enquanto a UFDPar atua na validação e nos encaminhamentos necessários.

No entanto, a universidade preocupada com a situação socioeconômica dos discentes indígenas e quilombolas, encaminhou ofício ao MEC solicitando novas bolsas para a instituição. Ela orientou os discentes sobre a atualização dos cadastros no SISBP, pois cadastros incompletos reduzem a visibilidade do estudante no monitoramento institucional, além disso, mencionou a importância do CADUNI para os discentes também concorrerem aos benefícios ofertados pela PRAE.

A Pró-reitora relatou que a cada semestre letivo a CAE (Coordenadoria de Assistência Estudantil) faz um trabalho de busca ativa dos discentes indígenas e quilombolas, atualmente a PRAE acompanha 20 estudantes indígenas e quilombolas, distribuídos entre 10 bolsistas e 10 ainda aguardando novas vagas. Porém, esse número de discentes indígenas e quilombolas no campus pode ser maior, pois muitos estudantes ingressam por meio do SISU na ampla concorrência.

Política de ações afirmativas e formação da comunidade O coordenador de Assistência Estudantil, Alexsandro Souza dos Santos, informou que o Plano Institucional da Política de Ações Afirmativas já está concluído e em fase final de aplicação, com publicação prevista para as próximas semanas. O plano atenderá a diversos públicos, dentre eles indígenas e quilombolas, e terá vigência de dois anos, com início em 2026.2 e término em 2028.2. As atividades serão conduzidas pela Comissão de Ações Afirmativas, que é formada por docentes, técnicos e discentes. Entre as iniciativas previstas estão formações para a comunidade acadêmica e ações de sensibilização sobre diversidade sociocultural.

Vivência universitária e participação estudantil

Durante o encontro, os discentes foram convidados a compartilhar suas experiências na universidade, suas expectativas e sua participação em pesquisa, extensão, centros acadêmicos e coletivos. Alguns estudantes relataram atuações em DCE, coletivos, grupos de estudo, projetos de saúde e educação em comunidades e outras iniciativas de extensão.

A roda de conversa reforçou a defesa de uma formação universitária que vá além da sala de aula, articulando graduação, pesquisa, extensão e compromisso social. Também se destacou que a universidade é composta por docentes, técnicos e estudantes, mas que o protagonismo precisa ser do aluno. Nesse sentido, houve a preocupação em mapear interesses e dificuldades para compreender melhor as condições de participação dos estudantes.

 

Sensibilização docente e planejamento institucional

No encontro foi discutida a proposta de ações formativas para docentes e coordenadores de cursos, com foco em diversidade, permanência estudantil, relações com os discentes e questões pedagógicas. Foi sugerido que algumas discussões aconteçam por curso ou em encontros com coordenações, para ampliar a visibilidade dos estudantes e prevenir situações discriminatórias. Também se ressaltou a necessidade de diagnóstico pedagógico e de apoio em leitura, escrita acadêmica e adaptação pedagógica aos discentes em relação às exigências dos cursos.